Por Sofia Garcia
25/08/2026
O mercado financeiro reduziu de 1,98% para 1,95% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano. A informação consta no relatório Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que reúne semanalmente as projeções das principais instituições financeiras para os indicadores econômicos do país.
A revisão aponta para um ritmo de expansão mais moderado da atividade econômica brasileira no período, sinalizando uma desaceleração em relação ao desempenho do ano anterior, quando o PIB avançou 2,3%. Por outro lado, para os anos seguintes, as projeções do mercado indicam uma manutenção do ritmo de alta em 1,5% no ciclo subsequente e uma elevação da estimativa de expansão de médio prazo de 1,89% para 1,98%.
Em relação à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as expectativas dos economistas permanecem em 5,02% para este ano. Para o período subsequente, houve um ajuste sutil na projeção, que passou de 4,24% para 4,25%, mantendo-se em 3,8% na visão de mais longo prazo. O comportamento da inflação nos últimos meses registrou moderação contínua, trazendo o acumulado de 12 meses de volta para a margem de tolerância da meta contínua fixada pelo Banco Central.
No campo da política monetária, o mercado manteve inalteradas as projeções para a taxa básica de juros. A expectativa para a Selic ao final deste ano é de 13,75% ao ano, recuando para 12% ao ano no período seguinte e chegando a 10,5% mais adiante. A taxa de juros mais elevada segue sendo aplicada pelo Comitê de Política Monetária como mecanismo central de contenção da demanda e controle dos preços.
Por fim, o mercado financeiro conservou a projeção para o câmbio no encerramento deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para a cotação da moeda norte-americana no período seguinte, a estimativa passou de R$ 5,29 para R$ 5,30 por dólar, permanecendo nesse mesmo patamar para a projeção seguinte.
