Por Isabella Campos
27/07/2026
A procura por novos tratamentos para a obesidade e o diabetes tem mantido a retatrutida no centro das atenções mundiais, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu um alerta fundamental. O medicamento ainda não possui aprovação para uso em nenhum país do mundo. Por se tratar de um produto experimental que continua em fase de testes clínicos, a substância não está liberada para venda e seu consumo é considerado altamente arriscado.
A empresa farmacêutica responsável pelo desenvolvimento da retatrutida ainda não concluiu as pesquisas necessárias e, portanto, sequer deu entrada no pedido de registro junto à Anvisa ou a órgãos reguladores internacionais. O processo de aprovação de uma nova medicação exige rigorosos estudos pré-clínicos e clínicos com seres humanos para comprovar cientificamente a segurança, a eficácia, as dosagens adequadas, os possíveis efeitos adversos e as interações com outros remédios.
Mesmo sem a liberação regulatória, a medicação já vem sendo oferecida de forma irregular em sites na internet e apreendida por autoridades de fiscalização ao tentar entrar no Brasil como contrabando. A Anvisa ressalta que adqurir ou consumir produtos comercializados fora do sistema legal de vigilância sanitária expõe a população a perigos imprevisíveis.
Nesses casos, não há qualquer garantia sobre a real composição do produto, sua dosagem, a presença de impurezas ou contaminações, além da ausência de controle sobre as condições de fabricação e armazenamento.
A autoridade sanitária lembra ainda que a venda de medicamentos sem registro configura crime previsto no Código Penal brasileiro e não deve ser vista apenas como uma pendência burocrática. A concessão do registro faz parte de uma estrutura ampla de proteção à saúde pública, que garante o acompanhamento da qualidade de cada lote e o monitoramento de reações adversas. Diante desse cenário, a recomendação oficial é não utilizar o produto sob nenhuma hipótese até que os estudos sejam devidamente concluídos e aprovados pelas autoridades competentes.
