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Paralisação em SP: Greve entra no segundo dia e segue gerando impactos em São Paulo e região metropolitana

Por Mariana Cury e Nathalia Larcen

04/08/2026

Atualizado 05/08/2026

A greve que teve início nesta terça-feira, 4 de agosto, avança para o seu segundo dia consecutivo nesta manhã de quarta-feira. Sem acordo entre o governo do Estado e a categoria em assembleia realizada no início da noite de ontem, a paralisação dos trabalhadores das linhas estatais da CPTM foi mantida, estendendo os impactos no transporte público da Região Metropolitana de São Paulo.

Nesta manhã de quarta-feira, a operação da malha ferroviária permanece afetada nos ramais 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Na Linha 11-Coral, as composições circulam de forma parcial apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. O percurso restante, de Guaianases até a estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, é atendido emergencialmente por ônibus do sistema Paese. Na Linha 12-Safira, os trens operam apenas no trecho entre Brás e Engenheiro Goulart, com os ônibus do Paese cobrindo o trecho até Calmon Viana. A Linha 13-Jade opera com intervalos maiores e o Expresso Aeroporto continua suspenso.

As demais linhas de trem da CPTM e das concessionárias privadas, como as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, assim como todas as linhas do Metrô, continuam com operação regular na manhã desta quarta-feira. Para amenizar os efeitos da paralisação nas vias da cidade, a Prefeitura de São Paulo manteve a suspensão do rodízio municipal de veículos para automóveis também ao longo desta quarta-feira. Os grevistas cobram do governo paulista a garantia por escrito da manutenção dos empregos durante e após o período de transição das linhas, enquanto novas rodadas de negociação e assembleias da categoria estão previstas para o decorrer do dia.

A terça-feira, foi um dia de forte impacto na rotina dos moradores da Região Metropolitana de São Paulo. A paralisação deflagrada pelos trabalhadores do sistema metroferroviário provocou transtornos significativos no deslocamento diário, gerando plataformas lotadas e trânsito intenso nas principais vias da capital paulista, em dados momentos do decorrer do dia, a cidade chegou a registrar 2 mil quilômetros de congestionamentos.

Embora o sistema de Metrô estadual e concedido esteja operando normalmente nas linhas subterrâneas e de monotrilho, a paralisação concentrou-se nas linhas estatais de trem urbano geridas pela CPTM, organizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. O principal motivo do movimento grevista é a contestação ao processo de privatização das linhas e a exigência de garantias trabalhistas e de manutenção dos empregos durante a transição operacional para a nova concessionária. A categoria também aponta preocupações com a segurança operacional do sistema.

A mobilização afetou diretamente o atendimento na Zona Leste e na ligação com o Aeroporto Internacional de Guarulhos.