Por Nathalia Larcen
03/08/2026
Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central voltaram a reduzir a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, em 2026. Segundo os dados do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção para a inflação oficial do país recuou de 5,12% para 5,03%, engatando a quinta semana consecutiva de trajetória descendente. Para os anos seguintes, o mercado manteve a estabilidade nas previsões: a estimativa para 2027 continuou fixada em 4,22%, a de 2028 permaneceu em 3,80% e a de 2029 seguiu em 3,50%.
Acompanhando o alívio nas estimativas de inflação para o ano, as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, também registraram ajuste para baixo em 2026. A expectativa dos economistas para a taxa ao final daquele ano recuou de 14,00% para 13,75%. Quanto aos horizontes mais distantes, o mercado projeta que a Selic feche 2027 em 12,00%, 2028 em 10,50% e 2029 em 10,00%, repetindo as mesmas marcas observadas no levantamento da semana anterior.
No que se refere à atividade econômica, as estimativas para o Produto Interno Bruto registraram pouca variação. A previsão de crescimento da economia brasileira em 2026 permaneceu inalterada em 1,99%. Já para 2027, houve um leve ajuste negativo, com a projeção passando de 1,60% para 1,57%. Para o biênio 2028-2029, as perspectivas de expansão do PIB continuam consolidadas em 2,00% ao ano.
Por fim, o cenário para o câmbio mostrou estabilidade no curto prazo e pequenas oscilações nos anos posteriores. A cotação projetada para o dólar em 2026 foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, houve um pequeno recuo na estimativa, de R$ 5,29 para R$ 5,28. A projeção para 2028 ficou mantida em R$ 5,30, enquanto a estimativa para 2029 apresentou uma leve alta, subindo de R$ 5,37 para R$ 5,39.
