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Anvisa faz alerta sobre medicamentos e suplementos indicados nas redes sociais por Inteligência Artificial

Por Isabella Campos

23/07/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu um alerta importante para a população sobre os crescentes golpes envolvendo a venda e a recomendação de medicamentos e suplementos alimentares na internet. Conteúdos enganosos estão sendo gerados por meio de inteligência artificial, utilizando a tecnologia conhecida como deepfake para alterar a imagem e a voz de artistas, influenciadores e personalidades conhecidas, simulando recomendações de produtos de saúde.

O objetivo dessas manipulações é criar uma falsa sensação de credibilidade e segurança para induzir os consumidores a comprarem produtos clandestinos, ou seja, fabricados sem autorização sanitária, ou falsificados.

Mesmo nos casos em que um famoso ou influenciador realmente faça a indicação de determinado produto, a orientação da agência é não confiar de forma cega. A saúde individual exige avaliação personalizada, pois o que traz benefícios para uma pessoa pode ser ineficaz ou até nocivo para outra. Histórico clínico, doenças preexistentes e interações com outros remédios variam bastante de indivíduo para indivíduo. Além disso, muitos influenciadores promovem produtos impulsionados por contratos publicitários, sem ter o conhecimento técnico sobre a saúde de seus seguidores.

O alerta se estende também aos vídeos que simulam profissionais de saúde. Anúncios fraudulentos vêm criando médicos virtuais por meio de inteligência artificial para prometer curas milagrosas. A Anvisa orienta que a população sempre verifique a autenticidade dos profissionais de saúde nos sites dos conselhos de classe. No caso dos médicos, os anúncios e publicações devem conter o número do registro no Conselho Regional de Medicina, o estado correspondente e o Registro de Qualificação de Especialidade, quando houver. Essa checagem pode ser feita diretamente no portal do Conselho Federal de Medicina.

A comercialização de remédios no Brasil segue regras estritas: é permitida unicamente em farmácias e drogarias regularizadas pela vigilância sanitária ou em seus sites oficiais. A venda por meio de redes sociais não autorizadas, marketplaces, ambulantes ou carros de som indica irregularidade.

Outro ponto destacado pela Anvisa é que suplementos alimentares não têm a finalidade de tratar, prevenir ou curar doenças. Eles destinam-se apenas à complementação de nutrientes em pessoas saudáveis. Promessas de cura atreladas a suplementos configuram propaganda enganosa e sinalizam produtos potencialmente perigosos.

A agência também faz ressalvas sobre o apelo de produtos anunciados como soluções cem por cento naturais e sem riscos. Medicamentos fitoterápicos, elaborados a partir de plantas medicinais, também exigem registro sanitário e podem causar efeitos adversos se usados de maneira incorreta.

Para se proteger, o consumidor deve procurar orientação de profissionais de saúde qualificados e verificar a regularidade dos produtos nos canais oficiais da Anvisa antes de iniciar qualquer consumo. O uso de substâncias sem o devido controle sanitário ou vendidas sob a justificativa de serem químicos experimentais representa riscos sérios à saúde e à segurança da população.