Por Mariana Cury
30/07/2026
O mercado de trabalho formal no Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com a criação acumulada de 921,6 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, o que representa uma expansão de 1,96% no período. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Apenas no mês de junho, o saldo positivo foi de 145.161 vagas abertas, impulsionado pelo desempenho favorável em todos os 5 grandes setores da economia. Com o resultado acumulado no ano e o desempenho recente, o estoque total de empregos formais no país ultrapassou a marca de 48 milhões de vínculos ativos, totalizando exatos 48,03 milhões. No recorte dos últimos 12 meses, entre julho de 2025 e junho de 2026, a geração total de postos chegou a 963,9 mil vagas, um avanço de 2,1%.
No detalhamento do mês de junho, o setor de serviços liderou a criação de empregos com 74,5 mil novos postos formais, destaque para o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que respondeu por 26,6 mil dessas contratações. Em seguida vieram a agropecuária, com saldo de 22,8 mil vagas, o comércio, com 19,1 mil, a indústria, com 14,4 mil, e a construção civil, com 14,1 mil novos postos de trabalho.
Do ponto de vista regional, 25 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo em junho. Os maiores volumes de contratações foram anotados nos estados de São Paulo, que abriu 34,9 mil vagas, Minas Gerais, com 20,8 mil, e Rio de Janeiro, com 16,8 mil. Apenas o Espírito Santo e Tocantins registraram retração no mês, com destaque para a desmobilização sazonal de atividades ligadas à colheita do café em território capixaba.
Na análise acumulada entre janeiro e junho de 2026, o setor de serviços acumulou sozinho mais de 571,9 mil postos gerados, puxado principalmente por áreas de administração pública, educação, saúde e serviços sociais. A construção civil somou 168,9 mil vagas e a indústria registrou 143,4 mil novos postos. O único grande setor que apresentou saldo negativo no semestre foi o comércio, com o encerramento líquido de 3,5 mil vagas.
O perfil dos trabalhadores contratados em junho aponta equilíbrio de gênero, com saldo de 72,5 mil vagas para homens e 72,5 mil para mulheres. A inserção de jovens no mercado formal foi um dos principais destaques do mês: trabalhadores de até 24 anos responderam por 86,4% de todos os empregos gerados, somando 125,4 mil admissões líquidas.
Quanto à remuneração, o salário médio real de admissão atingiu R$ 2.404,34 em junho, registrando aumento de 0,7% na comparação com o mês anterior e alta de 1,2% ante junho de 2025, já descontados os efeitos da inflação do período. Para contratações sob regime típico de trabalho, o valor médio admitido ficou em R$ 2.446,27.
