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Anvisa libera mais 5 canetas a base de Semaglutida no Brasil

Por Isabella Campos

29/07/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a entrada de 5 novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida no mercado brasileiro. A decisão amplia o leque de opções sintéticas da substância, popularmente associada às chamadas canetas emagrecedoras, e busca aumentar a oferta de tratamentos e a concorrência no país.

Os novos medicamentos autorizados pela reguladora são o Owozy, da Ávita Care; o Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil; o Zempneo, da Brainfarma; o Semavy, da Cosmed; e o Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica. Todos utilizam a semaglutida sintética como princípio ativo e tiveram seus registros concedidos por comparação com o Ozempic, o remédio de referência na categoria. Com essa aprovação, somada ao registro do Ozivy da farmacêutica EMS obtido em maio, o país passa a contar com 6 versões aprovadas sob o edital da agência voltado a acelerar esses registros.

A indicação oficial desses produtos é voltada ao tratamento de adultos diagnosticados com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado. Eles atuam como complemento à reeducação alimentar e à prática de exercícios físicos, sendo recomendados especialmente em casos nos quais o paciente apresenta intolerância ou contraindicação ao uso da metformina.

Apesar da autorização concedida pela vigilância sanitária, os medicamentos ainda não têm data exata para chegar às prateleiras das farmácias. Para que as vendas tenham início, é necessário que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos defina o teto de preço de cada produto, cabendo depois a cada fabricante decidir o momento de comercialização. Caso haja interesse em disponibilizar os fármacos na rede pública, eles também precisarão passar por análise técnica da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e obter aval do Ministério da Saúde.

A liberação das novas opções integra um plano da agência reguladora, iniciado em agosto de 2025 a pedido do Ministério da Saúde, para agilizar a análise de terapias com semaglutida e liraglutida. Segundo dados da Anvisa, cerca de 68% dos pedidos de registro de injetáveis para diabetes e obesidade já correspondem a versões sintéticas, movimento impulsionado pelo fim das patentes dos medicamentos originais. A agência reforça ainda que o uso da semaglutida exige prescrição médica obrigatoriamente retida na farmácia no momento da compra.