29/07/2026
A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), desacelerou significativamente e fechou o mês de julho em 0,06%. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 28 de julho, mostra uma forte redução no ritmo de alta dos preços em relação ao mês anterior, quando o índice havia registrado 0,41%.
Com esse resultado, a inflação acumulada nos primeiros sete meses de 2026 atingiu 3,51%. Já no indicador acumulado dos últimos 12 meses, a taxa recuou para 4,52%, ficando abaixo dos 4,80% registrados no período imediatamente anterior e trazendo um alívio temporário para a trajetória inflacionária.
O principal responsável por segurar os preços no mês foi o grupo de alimentação e bebidas, que teve uma queda de 0,66%. Itens de grande peso no prato do brasileiro ficaram mais baratos na ida ao supermercado ou à feira, com destaques para o tomate, a batata-inglesa e o café moído. O grupo de vestuário também registrou recuo de 0,33%. Por outro lado, o consumidor sentiu um alívio menor por conta do grupo habitação, que subiu 0,97% e exerceu a maior pressão de alta. O grande vilão do mês foi a conta de luz residencial, que subiu 3,03% por conta da vigência da bandeira tarifária amarela e de reajustes na tarifa de energia em diversas regiões metropolitanas.
Na prática e no dia a dia da população, a desaceleração da prévia da inflação traz uma sensação imediata de alívio no orçamento familiar, principalmente para as famílias de menor renda, que comprometem a maior fatia do seu salário com itens essenciais de sobrevivência, como comida. A queda nos preços dos alimentos frescos ajuda a segurar o custo da cesta básica, permitindo que o poder de compra não seja consumido tão rapidamente. No entanto, o peso de tarifas fixas e contas de consumo, como a energia elétrica, continua sendo um desafio relevante, impedindo que o alívio seja percebido de forma plena por todas as famílias. A desaceleração também sinaliza um cenário macroeconômico mais estável para o segundo semestre, embora o acumulado de 3,51% no ano exija atenção contínua no planejamento financeiro das famílias.
